Sarah McLachlan Angel

In The Arms Of An Angel (tradução)

Você gasta todo o seu tempo esperando por uma segunda chance
Pelo intervalo em que tudo dará certo
Sempre há um pouco de razão para sentir-se mal o suficiente
Isto é difícil no final do dia
Eu preciso de um pouco de distração ou de uma liberdade bonita
Lembranças escoam das minhas veias
Elas podem estar vazias e sem peso e talvez
Eu vou encontrar um pouco de paz esta noite

Nos braços de um anjo vôo muito longe daqui,
Deste quarto de hotel, escuro e frio, e da imensidão que você teme.
Você é puxado dos destroços do seu devaneio silencioso
Você está nos braços de um anjo; você pode encontrar um pouco de conforto aqui.
Tão cansado da linha reta, e para todo lugar que você se volta
Há abutres e ladrões nas suas costas.
A tempestade continua fazendo furacões, você continua construindo as mentiras
Que você inventa para tudo que lhe falta
Não faz diferença, escapando pela última vez
É facil acreditar
Nesta doce loucura, nesta gloriosa tristeza
Que me faz ajoelhar

Nos braços de um anjo vôo muito longe daqui,
Deste quarto de hotel, escuro e frio, e da imensidão que você teme.
Você é puxado dos destroços do seu devaneio silencioso
Você está nos braços de um anjo; você pode encontrar um pouco de alívio aqui.

Você está nos braços de um Anjo; você pode encontrar um pouco de conforto aqui.Cancelar

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segunda 15 novembro 2010 15:08 , em Musicas Traduções


Começando a despertar..

Blog de pedacos : Pedaços de uma Sobrevivente, Começando a despertar..

Não sei exatamente em que momento comecei a despertar. Só sei que tudo começou a ganhar uma cara que, no fundo, eu já conhecia, mas havia esquecido como era. Comecei a despertar do sono estéril que, com suas mãos feitas de medo e neblina, fez minha alma calar. E foi então que comecei a ouvir o canto de força e ternura que a vida tem.

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Não sei exatamente em que momento comecei a despertar. Só sei que ninguém começa a despertar antes do instante em que algo em nós consegue deixar à mostra o truque que o medo faz. Só então a gente começa, devagarinho, para não assustar o medo, a refazer o caminho que nos leva a parir estrelas por dentro e a querer presentear o mundo com o brilho do riso que elas cantam. Só então a gente começa a entender o que é esse sol que mora no coração de todas as coisas. Não importa com que roupa elas se vistam: ele está lá.
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Não sei exatamente em que momento comecei a despertar. Só sei que comecei a lembrar de onde é o céu e a perceber que o inferno é onde a gente mora quando tudo é sono. Comecei a sair dos meus desertos. E a olhar, ainda que timidamente, para todas as miragens, sem tanto desprezo, entendendo que havia um motivo para que elas estivessem exatamente onde as coloquei. Nenhum livro, nenhum sábio, nada poderia me ensinar o que cada uma me trouxe e o que, com o passar do tempo, continuo aprendendo com elas. Dizem que só é possível entendermos alguns pedaços da vida olhando para eles em retrospectiva. Acho que é verdade.
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Não sei exatamente em que momento comecei a despertar. Só sei que comecei a compreender o respeito e a reverência que a experiência humana merece. A me dar conta de delícias que passaram despercebidas durante um sono inteiro. E a lembrar do que estou fazendo aqui. Ainda que eu não faça. Ainda que os vícios que o sono deixou costumem me atrapalhar. Ainda que, de vez em quando, finja continuar dormindo. Mas não tenho mais tanta pressa. Comecei a aprender a ser mais gentil com o meu passo. Afinal, não há lugar algum para chegar além de mim. Eu sou a viajante e a viagem.
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Não sei exatamente em que momento comecei a despertar. Só sei que comecei a querer brincar, com uma percepção mais nítida do que é o brinquedo, mas também com um olhar mais puro para o que é o prazer. A ouvir o chamado da minha alma e a querer desenhar uma vida que passe por ele. A assumir a intenção de acordar a cada manhã sabendo para o quê estou levantando e comprometida com isso, seja lá o que isso for, porque, definitivamente, cansei de perambular pelos dias sem um compromisso genuíno. E comecei a gritar por liberdade de uma forma que me surpreendeu. Antes eu também gritava, mas o medo sufocava o grito para que eu não me desse conta do quanto estava presa.
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Não sei exatamente em que momento comecei a despertar. Só sei que comecei a desejar menos entender de onde vim e a desejar mais aprender a estar aqui a cada agora. Só sei que descobri que a solidão é estar longe da própria alma. Que ninguém pode nos ferir sem a nossa cumplicidade. Que, sem que a gente perceba, estamos o tempo todo criando o que vivemos. Que o nosso menor gesto toca toda a vida porque nada está separado. Que a fé é uma palavra curta que arrumamos para denominar essa amplidão que é o nosso próprio poder.
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Não sei exatamente em que momento comecei a despertar. Só sei que não importam todos os rabiscos que já fizemos nem todos os papéis amassados na lixeira, porque todo texto bom de ser lido antes foi rascunho. E, por mais belo que seja, é natural que, ao relê-lo, percebamos uma palavra para ser acrescentada, trocada, excluída. A ausência de uma vírgula. A necessidade de um ponto. Uma interrogação que surge de repente. Viver é refazer o próprio texto muitas, incontáveis, vezes.
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Não sei exatamente em que momento comecei a despertar. O que sei é que não quero aquele sono outra vez.
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segunda 15 novembro 2010 14:53 , em Desabafando


Navegante

Blog de pedacos : Pedaços de uma Sobrevivente, Navegante

Navego pela vida em meu navio fugitivo. Às vezes, em festa, às vezes, solitária... mas sempre em movimento. Ultimamente, ele tem estado bem cheio de mim e vazio dos outros... isso me faz refletir demasiadamente... talvez até mais do que eu deveria refletir.
O fato é que a vida é feita de reviravoltas, o que faz da minha algo bem preenchido. Vitórias, derrotas, companhias, solidão... as mudanças são constantes e é isso o que me movimenta. O vento é sempre necessário para que se possa navegar, velejar... Estou agora mergulhada em novos ares. A mudança é incômoda para mim. Não sei lidar muito bem com ela. Parece estar sempre me ameaçando.
Gosto da estabilidade, mas se ela estivesse sempre presente, não haveria movimento, logo, não haveria vida. As aventuras vêm de bom grado e aos montes quando chegam novidades. As descobertas são algo renovador que dão ânimo quando trazem boas novas. O problema é quando a atmosfera torna-se sombria, quando não há boas novas e quando a verdade descoberta te faz perceber que a realidade do mundo onde vivemos, da vida que construímos, é, na verdade, bem diferente do que imaginávamos. Diferente por ser ruim, desconcertante, constrangedora.
Convivemos com os dois lados da história todos os dias. Eu, pelo menos, tenho diversas experiências em que meus sentimentos foram contraditórios. A alegria caminha de mãos dadas com a decepção e é nessas antíteses da vida que me situo. Sou uma pessoa temperamental que caminha constantemente sobre a fina e frágil linha que separa a satisfação da infelicidade... essa estreita linha entre o amor e o ódio.
A vida e a morte são parceiras no fim das contas. Essa é a conclusão mais óbvia que podemos tirar de tudo isso. Mas, infelizmente, as pessoas fecham os olhos para essa realidade. Fogem dela. Temem-na com cada fibra de sua essência. Porém, de nada adianta, uma vez que é inevitável. A morte é uma consequência da vida. Desde o momento em que nascemos estamos condenados a experimentá-la. "Condenados", na verdade, não parece um termo adequado, já que faz com que a morte pareça um castigo, algo ruim. A morte não é ruim, é apenas necessária. É inerente à vida. O fato é que um corpo em movimento, para mudar o sentido de seu deslocamento, precisa de um instante em repouso.
Meu navio segue em meio às reflexões. E concluo hoje que devo seguir intensamente sem jamais olhar para trás. Muitos companheiros de viagem tomaram rumos diferentes do meu, muitos perderam o rumo, outros continuam com seus navios paralelos ao meu. Mas o tempo não para e o vento continua. Um dia, chegará a hora de mudar o sentido de minha vida, de meu movimento. Nesse dia, quero estar em paz interior e, ao perceber que é mesmo o dia, sentir-me satisfeita pela minha viagem. Assim, poderei passar a ser um corpo em repouso. Esse é um ponto de vista. Ainda acho que, mesmo sendo um corpo em repouso, há forças maiores, que muitos ainda não compreendem ou apenas preferem ignorar, que controlarão o equilíbrio vital. Afinal, todos estamos interligados em nossas almas, em nossas origens.
Enquanto espero esse dia chegar, navego buscando maiores compreensões. Flutuo em meus pensamentos e oscilo por entre os contraditórios sentimentos que a existência nos proporciona. Navego em meio às reviravoltas, às novidades e ao vento que sopra em meu rosto a cada dia.

segunda 15 novembro 2010 14:45 , em Desabafando


A Mentira

Blog de pedacos : Pedaços de uma Sobrevivente, A Mentira

Já cheguei a ter raiva e não suportar uma pessoa mentirosa, mas hoje, cheguei à conclusão que mentira não é defeito, é doença ou, no mínimo, o pior dos vícios. Não estou falando das mentirinhas inocentes, essas que qualquer um de nós seres humanos, já falamos um dia. Concordo que existem determinadas situações em que mentir pode até ser um ato de bravura.



Na verdade, até reconheço que somos ensinados a mentir desde crianças, muitas vezes pelos nossos próprios pais, que também não podem ser culpados, pois nem conseguem reparar que estão mentindo. Quem não se lembra de mamãe algum dia ter lhe dito, ao toque de um telefone em hora imprópria "Diga que não estou ...". Quantas vezes fomos obrigados a dar "beijos mentirosos" quando éramos crianças, ou até mesmo pedir "desculpas mentirosas". Não, não estou falando desse tipo de mentira, mas daquele em que a pessoa mente de graça, faz da mentira seu modus vivendi. Essas pessoas são a própria mentira. Seu caráter inescrupuloso as leva a acreditar que são muito espertas. Há um incansável desafio em atingir o objetivo que é simplesmente constatar que conseguiu enganar alguém. A cara de bunda que fazem quando lhes apresentamos as provas de sua mentira levam-nos a acreditar que se trata realmente de uma personalidade psicopata ou até mesmo esquizofrênica, pois essas pessoas realmente perdem o contato com a realidade. Elas não seriam tão nocivas se todos nós soubéssemos identificar com rapidez seu verdadeiro caráter (ou falta de). Por outro lado, quando chegamos a conviver com alguma delas, não podemos culpá-las por nossas decepções ou sofrimento, pois alguém já disse que quando alguém nos engana a primeira vez, a culpa não é nossa, porém, quando alguém nos engana a segunda, a culpa é nossa. Concordo plenamente com essa afirmação. Por já ter tido a oportunidade de conviver e conhecer muito bem essas pessoas, tenho muita prática em identificá-las. E sinto pena delas. Não têm uma vida própria, pois vivem sempre alguma vida inventada. E nunca são amadas pelo que são, mas pela imagem que tentam passar (e que conseguem muitas vezes). Mas, como toda mentira não consegue ter pernas longas, há uma fila enorme de desafetos em sua vida. Normalmente, em sua velhice terminam sozinhas ou com alguém que delas se compadecem. Vale lembrar que a mentira muitas vezes não é dita; é exercida através de silêncios, omissões. Fazer uma pessoa acreditar numa situação ilusória também é uma mentira. Por isso, digo que não tenho pena de quem é enganado, mas tenho pena, sim, de quem engana. O enganado é apenas um bobo, mas quem engana é um doente.  Bobeira, é opcional.  Doença, não.

segunda 15 novembro 2010 12:51 , em Desabafando


Dias cinzentos, sinto me como sempre frustrada.

Não sei dar realmente nomes aos sentimentos, só sei falar se é bom ou ruim, muitas vezes pesquiso qual será o adjetivo que irei usar para expressar algo que realmente não sinto, mas a ausencia por mais contraditorio que seja, incomoda, o vazio, estou realmente a procura daquele "Sopro de vida" que fazem as coisas aparentarem ter mais vida, as coisas serem mais calorosas, estaria o sopro de vida em Alguem ? duvido, a muito tempo não sinto interesse, ou atração por alguem, ultimamente todo mundo é tão igual, tão previsível.

Coração oco, gelado e sombrio...

ta eu sei, coração é só um musculo de contrações involutarias, e responsavel pela condução do sangue para o corpo e, do corpo de volta para o coração, levando oxigenio para todos os lugares, engraçado ser associado as emoções... a função dele é tão mecanica.

Quando o emocional dói, dói a cabeça, o estomago e o intestino, pelo menos que eu me lembre é assim.

mas que sou eu para falar

segunda 15 novembro 2010 08:47 , em Desabafando



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